José Serra garante que é contra o aborto e a favor da vida!

José Serra é um político de caráter e grande apego à familia. Tanto que deixa claro aos seus eleitores que é totalmente contra o aborto. Tanto é verdade que José Serra recebeu todo o apoio da Tradição, Família e Propriedade (TFP) que defende a tradição da família e dos bons costumes

Serra é contra o aborto. Política de Serra é de valorização da vida.

Para o eleitor votar consciente e não ser enganado, a primeira verdade que precisa saber é:
O único candidato a presidente nestas eleições que já assinou medidas para fazer abortos foi José Serra (PSDB), quando foi Ministro da Saúde, em 1998.
Ele assinou norma técnica para o SUS (Sistema Único de Saúde), ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez.

A íntegra da norma pode ser lida aqui: http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf
Certamente as pessoas que são favoráveis à descriminalização do aborto aplaudem de pé essa atitude de Serra, quando foi Ministro, ao aparelhar o SUS para fazer abortos previstos em lei.
E certamente, Serra jamais pode receber o voto de quem milita incondicionalmente contra qualquer prática relacionada ao aborto.
Senadora do PSDB, suplente de FHC, apresentou projeto legalizando o aborto, desde 1993
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), partidário de José Serra, foi eleito senador em 1986.
Em dezembro de 1992 saiu do senado, no meio do mandato, para ser ministro das Relações Exteriores e depois da Fazenda, no governo Itamar Franco.
Assumiu sua suplente Eva Blay (PSDB).
No dia 23 de junho de 1993, ela apresentou o Projeto de Lei no Senado n° 78/1993, revogando todos os artigos do Código Penal que criminalizam e penalizam a prática do aborto.
PNDH II, assinado por FHC previa ampliação dos casos de aborto legal
O Plano Nacional dos Direitos Humanos II, feito em 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso, (íntegra aqui), na página 16, defende a ampliação da legalização do aborto:
179. Apoiar a alteração dos dispositivos do Código Penal referentes ao estupro, atentado violento ao pudor, posse sexual mediante fraude, atentado ao pudor mediante fraude e o alargamento dos permissivos para a prática do aborto legal, em conformidade com os compromissos assumidos pelo Estado brasileiro no marco da Plataforma de Ação de Pequim.
Mônica Serra deveria se queixar do marido “ser a favor de matar as criancinhas”
A mulher de Serra andou falando bobagens dizendo que “Dilma seria a favor de matar as criancinhas”. A dondoca deveria olhar para o próprio umbigo, porque o marido dela, José Serra, foi o único dos candidatos à presidente que assinou e ordenou regras para o SUS fazer ABORTOS.
Como rebater boatos falsos para exploração eleitoreira:
Agora, quando alguém receber algum e-mail demonizando Dilma, respondam essa VERDADE sobre Serra, enviando esta nota de volta.
Quando ouvir alguém de boa-fé pregando contra Dilma e Lula, mostrem ou imprimam esta nota, esclarecendo quem é José Serra e quem é o PSDB. Questionem, exijam a verdade.
Ao contrário do governo elitista do PSDB, de FHC, o governo Lula sempre manteve diálogo franco e aberto com as entidades religiosas, assim como outras entidades da sociedade civil, reconhecendo seu importante papel como ente social na construção da nação, buscando mediar conflitos e polêmicas, em busca de consensos que representem de fato a vontade e o pensamento do povo brasileiro.
Todos os partidos tem gente a favor e gente contra
A verdade é que todos os candidatos a presidente (Dilma, Marina, Serra e Plínio) tem posições semelhantes sobre o assunto: são pessoalmente contra o aborto, são pessoalmente a favor da vida, já se declararam a favor do estado laico, não mexerão nas leis atuais sobre o aborto, porque é assunto que pertence à sociedade e só o Congresso Nacional poderia mudar, se tivesse apoio popular. Nunca foi e não é um assunto para nenhum presidente da República decidir sozinho.
Posições contrárias e favoráveis à descriminalização do aborto existem dentro de todos os partidos, como mostramos acima no caso do PSDB, e há também entre os aliados de Marina Silva (Fernando Gabeira e Eduardo Jorge do PV, sempre militaram pela legalização do aborto)

A baixaria e a incoerência de Serra

O programa de TV de Serra, hoje, apelou escandalosamente para esta exploração da questão do aborto.  Já disse aqui que não considero este um assunto que deva estar no centro do debate eleitoral, até porque não é atribuição do Presidente da república legislar sobre o assunto, mas do Congresso Nacional.

Aliás, nem mesmo é a legalização ou não do aborto o que se está discutindo, mas, no máximo, o atendimento médico público a quem o praticou.

E parece evidente que isso é uma questão humanitária, até. Será que, em sã conciência, o responsável pela gestão da saúde pública, ministro de Estado da Saúde poderia mandar negar atendimento a uma mulher nestas condições?

Não creio que nenhum dos dois candidatos ou qualquer líder religioso – se tiver mesmo princípios cristãos – mande dizer a uma mulher nesta situação: “olha, minha filha, morra aí sem assistência, porque nós não vamos tratá-la. Ou, se você for rica, procure um hospital particular” . Aliás, médico algum digno da profissão  deixaria uma pessoa morrer sem atendimento.

O que Serra está fazendo com essa questão, isso sim, é dar provas de que não tem respeito pelo primeiro dos princípios que deve nortear a fé ou até mesmo a filosofia: a verdade.

Os fatos, os simples fatos, publicados nos jornais, mostram a horrenda manipulação que se está fazendo, e é bom que os que, a partir de uma posição de fé religiosa, estão se deixando impressionar por esta “onda” tomem deles conhecimento.

José Serra tornou-se ministro da Saúde sucedendo a carlos Albuquerque, em 1998. Um ano antes, Albuquerque tinha entrado em rota de colisão com Fernando Henrique Cardoso por anunciar que iria pedir ao presidente  que vetasse a regulamentação dos casos de aborto previstos em lei – estupro e risco iminente de vida da mãe.

A atitude de Albuquerque foi condenada pela então primeira-dama Ruth Cardoso (matéria da Folha de S.Paulo, aqui para assinantes) e recebeu veemente condenação daquele jornal, em editorial:

“A lamentável declaração do ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, de que pretende recomendar ao presidente Fernando Henrique Cardoso o veto ao projeto de lei que obriga o SUS (Sistema Único de Saúde) a realizar abortos legais, vem se somar ao clima emocional e de desinformação já criado em torno do tema.
Trata-se somente de garantir o exercício de um direito já adquirido. Até hoje, as mulheres têm dificuldades de colocá-lo em prática, especialmente quando a gravidez resulta de violência. A grande maioria dos hospitais ainda recusa-se a fazer o aborto sem autorização judicial ou antes do término do inquérito policial, o que muitas vezes demanda um tempo excessivo, inviabilizando o procedimento.”

Albuquerque voltou atrás e assinou uma resolução determinando a regulamentação, dias antes de ser substituído por Serra, o que também está publicado na Folha (para assinantes).

E José Serra, fez, como deveria ter feito, esta regulamentação, autorizando a realização dos abortos legalmente permitidos, independentemente de autorização judicial, mas com a simples apresentação de um Boletim de Ocorrência, sob o argumento – relevante – de que a demora de uma ordem judicial poderia inviabilizar a realização de algo determinado pela legislação. É ele, pessoalmente, que m assina a regulamentação. Está lá, também, na mesma Folha de S. Paulo, no dia 6 de novembro de 1998.

Isso não faz de Serra um abortista. Mas, certamente, se tivéssemos um caráter baixo, permitiria fazer este tipo de exploração.

Mas  faz de Serra um caráter baixo, por usar aquilo que ele sabe que não é verdadeiro para aterrorizar, iludir, enganar e ganhar o voto dos incautos.

Quem (ainda) tiver assinatura da Folha, pode conferir as matérias. Vou tentar reproduzi-las, em imagens, aqui no blog. Não devem servir para mostrar uma posição de Serra contra ou a favor do aborto, porque não é disto do que se tratava, mas do cumprimento da lei brasileira e de um ato médico.

Mas deve servir para mostrar o quão abjeta pode ser a atitude de alguém que não hesita em apelar para a mentira, a difamação e a empulhação para conquistar o voto de pessoas honradas, iludidas na sua boa-fé.

E, ainda, dos jornais que preferem manter estas suas próprias notícias no limbo do esquecimento, para que a manobra suja surta efeito.

Aiatolá Serra vai apedrejar a Soninha?

 

 

Rodrigo Vianna

A Soninha (que já foi da MTV, e era filiada ao PT) hoje é uma das coordenadoras da campanha do Serra. A Soninha – como tantas mulheres – reconhece – na reportagem reproduzida aí no alto – que já fez aborto. Não o fez porque é um monstro irresponsável. Mas porque tantas vezes essa é a única opção para as mulheres. Quem conhece alguém que já abortou sabe do drama que as mulheres – mas também alguns homens – enfrentam nessa hora.

Serra e Soninha, vamos ser honestos, não são fascistas nem fanáticos religiosos – ou não eram. Serra, quando ministro da Saúde, assinou portaria regulamentando aborto no SUS. Só que Serra não tem limites para chegar ao poder. Na tentativa desesperada de ganhar de Dilma, ele se aliou ao que há de mais atrasado no Brasil. Até TFP (seita de extrema direita que é monarquista , contra o divórcio e contra os gays) está apoiando Serra.

Serra, pra ganhar,   aposta no atraso, no pensamento mais consevador. Aposta no preconceito contra as mulheres. Serra quer ganhar votos espalhando que Dilma é “abortista, e quer matar criancinhas” (a própria mulher de Serra disse isso num corpo-a-corpo na rua).

Sei que há muita gente, homens e mulheres, que não gosta da Dilma. Gente que até já votou no PT , mas se decepcionou com o PT. Muita gente nessa situação escolheu no primeiro turno Marina, Plinio ou até Serra. Mas será que esse povo quer o atraso no Brasil? Duvido…

Serra, se vencer (e acho que não vence), trará com ele o preconceito, o atraso, a visão de que “gay é pecador” e “mulher está aí pra procriar, não pra decidir sobre sua saúde”.

Serra não era assim. Mas ficou assim. Serra hoje é o atraso. Não é à toa que, no twitter, Serra virou “#aiatoláSerra”.

Coitada da Soninha.

Quem me deu a dica dessa história da Soninha foi o Altamiro Borges.

 

José Serra comete ato falho ao falar de aborto

Jornal Nacional desta quarta-feira escondeu a gafe cometida pelo candidato José Serra durante a reunião que ele teve com aliados em Brasília.

Foi uma gafe relevante, já que ele tratava da questão que os tucanos trouxeram com força para o debate político nos últimos dias: o aborto.

Serra disse: “Eu nunca disse que sou contra o aborto, até porque sou a favor”. Depois, consertou: “Eu nunca disse que sou a favor, até porque sou contra o aborto, alguns até me chamam de atrasado”.

No Valor Econômico, Raymundo Costa descreveu assim o episódio:

No trecho em que falou de aborto chegou a deixar a dúvida de que cometera um ato falho. “Nunca disse que sou contra o aborto porque sou a favor, ou melhor, nunca disse que sou a favor, porque sou contra”. Alguns políticos entenderam que ele quis dizer que Dilma diz ser contra a descriminalização do aborto porque, na realidade, seria a favor.

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