Campanha de José Serra ganha apoio da Tradição, Família e Propriedade (TFP)

José Serra sempre voltado a moral e bons princípios.

José Serra e o apoio da TFP

Conheça a facção de direita que apóia o candidato José Serra. Segundo informou o jornalista Fernando Rodrigues, em reunião da cúpula da campanha do PSDB, esta semana, circulou panfleto apócrifo, um manual para desinformar e plantar o fundamentalismo no eleitor.

Na matéria, intitulada Panfleto pró-TFP circula em reunião de cúpula tucana, o jornalista acusa o PSDB de incitar a militância tucana a divulgar os “planos” de Dilma Rousseff caso seja eleita.

O absurdo alcança um nivel tão baixo, que só os mais hipócritas são capazes de produzir.

Tradição, Família e Propriedade (TFP) é uma organização católica tradicionalista, conservadora, reacionária e anticomunista brasileira.

A TFP (Tradição, Família e Propriedade) é uma das viúvas da ditadura que infelicitou o Brasil por 25 anos com tortura e assassinatos.

Junto com o Centro de Caça aos Comunistas (CCC), o Movimento Anti-Comunista (MAC)  e o grupo católico Tradição, Família e Propriedade (TFP) completava o processo de vigília permanente contra os possíveis inimigos da ditadura.

Criada em 1960 por Plínio Corrêa de Oliveira  a Sociedade de Defesa da Tradição, Família e Propriedade é uma entidade “cívica” essencialmente conservadora.

A TFP  nasceu em meio a acontecimentos que modificariam a história do Brasil. Surgiu como a voz de uma classe média recém-nascida no Brasil, que, vendo seu fim próximo com a implantação do comunismo de João Goulart  se associou a Igreja católica do Brasil para fundar uma sociedade que defendesse os princípios básicos do capitalismo cristão.

Dessa forma, se propõe contra o socialismo e o comunismo, contra a repercussão dessas ideologias na política e na legislação, contra as inovações culturais, contra as reformas rurais, pastorais e de costumes da Igreja.

Logo após sua criação, a TFP já assumiu papel de destaque no combate ao presidente João Goulart, externando, desde 1961, o desejo de sua saída do cargo presidencial, uma vez que o considerava identificado com o comunismo.

Ao longo da ditadura militar a TFP conheceu seu momento de maior destaque. As passeatas com estandartes vermelhos pelas ruas das principais cidades brasileiras tornaram-se constantes. Em 1966, o movimento liderou uma campanha contra o divórcio, obtendo mais de 1 milhão de assinaturas em todo país.

A Tradição, Família e Propriedade – TFPprestava informações espontaneamente para os torturadores durante o regime militar, como uma forma de colaboração ao regime. Ao mesmo tempo, sentiam-se representados por aquele governo, como se fossem o partido da situação.

O movimento paramilitar intitulado “Tradição, Família e Propriedade – TFP” tem o teor ideológico de extrema direita inspirado no fascismo italiano de Benito Mussolini (1883-1945).

A TFP por muitos anos foi acusada de lavagem cerebral e desvio de conduta de jovens e adolescentes, pois esta fazia com que seus novos integrantes, a fim de obter uma dedicação exclusiva à instituição, se desligassem de parentes, amigos e trabalho.

A TFP se organiza em torno de três pilares:

Manutenção do sistema capitalista:

O rico acervo de bens materiais e espirituais: a continuidade de um mesmo tipo físico e moral, conservando-se de pai para filho (mulhereres não).

Para a TFP, a tradição deve ser mantida como forma de preservar as conquistas sociais que a humanidade adquiriu (entenda conquistas sociais como algo que abrange desde a hierarquização da nobreza até a fórmula clássica de opressor e oprimido) e para isso a Santa Igreja deve auxiliar num processo de contra-reforma, inibindo então qualquer forma de revolução ou reforma.

Família:
Na questão da família, a sociedade visa a hereditariedade e a transmissão de bens, tanto materiais quanto espirituais, os quais os genitores deixam para seus filhos (mulheres não tem privilégio).

Direito da Propriedade:

1. O direito à liberdade de agir segundo sua reta razão para atingir o seu fim;
2. . O direito de exercer um trabalho como meio de atender suas necessidades;
3. O direito de propriedade

Plínio Correa ainda cita casos da “injustiça” que poderia ser cometida no caso de uma sociedade igualitária, e em seus textos julga de incompetentes ou desafortunados os que não possuem propriedade, e que a injustiça da divisão dos bens vem do fato de ter de haver uma divisão da propriedade daqueles que trabalharam com os preguiçosos ou desafortunados.

Em suma, a TFP, ainda que nos dias atuais continua ativa, teve um papel importante para a manutenção do sistema ainda que mínimo, e, pode ser considerada a primeira agregação da recém nascida classe média brasileira em defesa de seus direitos, legítimos ou não.

Com o final da ditadura militar, a TFP perdeu força mas não deixou de existir. Na década de 1980 levantou bandeiras contra a reforma agrária e a reforma urbana, combateu o MST. Em 1993, quando do plebiscito realizado para definir a forma de governo no Brasil, seus militantes ganharam as ruas com vigor renovado em defesa da volta da Monarquia.

Nas últimas eleições presidenciais, a TFP utilizou a nada tradicional internet para “denunciar” que Lula era representante da esquerda brasileira.

Em 1985 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou que em razão das “características esotéricas e fanáticas, e da idolatria ao seu fundador” a TFP não estava em comunhão com a Igreja Católica. Os bispos pediram aos católicos que não se juntem ou colaborem com essa organização.

Para manter suas ideologias ativas a TFP edita livros, imprime folhetos e publica o periódico “Catolicismo”. Também dispõe de fartos recursos financeiros fornecidos especialmente pela alta burguesia que “colabora” na divulgação da obra da TFP.

Você ainda acredita que José Serra aliado com a TFP vai governar para as mulheres, aumentar o bolsa família, dar décimo terceiro para aposentados, fazer reforma agrária, contribuir com os direitos civis dos homosexuais?
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2 respostas para Campanha de José Serra ganha apoio da Tradição, Família e Propriedade (TFP)

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